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26/03/2011

O cartão que dá 6% de desconto nos combustíveis

Posted by Unknown on 09:33 0 comentários

Numa altura em que os preços dos combustíveis estão em níveis recorde, diversas marcas apostam na oferta de descontos em combustíveis como forma de tornar os seus produtos mais apetecíveis. Um dos segmentos onde também já é habitual encontrar este tipo de descontos é nos cartões de crédito. Ainda esta semana surgiu um novo cartão de crédito que ajuda a reduzir a factura dos combustíveis. Trata-se do BP PowerPlus, um cartão de crédito lançado numa parceria entre a Unicre e a BP e que tem como uma das principais "bandeiras" o facto da sua utilização em postos da BP permitir um desconto de 6% nos abastecimentos de combustível seguintes. Na prática, isto significa que face ao actual preço de referência da gasolina 95 octanas da petrolífera britânica- 1,584 euros- se atestar um depósito de 50 litros terá direito a um desconto de 4,75 euros num futuro abastecimento. Por litro, isto equivale a um desconto de quase 10 cêntimos.

Como explicou ao Diário Económico Tiago Oom- director do Unibanco, marca da Unicre responsável pela emissão de cartões- "a ideia deste cartão é que sirva para todas as despesas do dia-a-dia e que funcione ainda como cartão de pontos". Pontos que são acumulados em todas as compras realizadas com o cartão de crédito e que podem ser rebatidos no catálogo BP premierplus. Já no caso dos abastecimentos de combustível, o valor dos descontos é acumulado mensalmente e enviado ao cliente sob a forma de vales de desconto de cinco euros para utilização em abastecimentos realizados a partir do mês seguinte, existindo um tecto máximo 50 euros mensais em vales (equivalente a 850 euros de abastecimento de combustíveis).

Na vertente de crédito, é aplicada uma Taxa Anual Efectiva Global (TAEG) de 20% (referência para a utilização de crédito de 1.500 euros a 12 meses), um valor comparativamente inferior à taxa de juro associada a outros cartões de crédito que também oferecem vantagens nos abastecimentos de combustível.

O prazo em que o crédito é gratuito é de 20 a 50 dias, enquanto o pagamento faseado da dívida do cartão pode ir dos 5% a 100%. Neste cartão não é cobrada uma anuidade, mas também não lhe está associado um pacote de seguros. Existindo sim a possibilidade de associar ao cartão um seguro dentário da Generali que dá acesso à rede Advance Care. O seguro é gratuito no primeiro ano e tem o custo de 25 euros nos anos seguintes.



Os outros cartões com descontos

Cartão CaixaDrive- Caixa Geral de Depósitos
Os seus titulares beneficiam de um reembolso de 3% do valor dos abastecimentos em postos da Repsol na conta-cartão. Contudo, existe um limite máximo de 20 euros mensais de desconto acumulado. Este cartão de crédito tem associada uma TAEG de 22,9% (referência para a utilização de crédito de 1.500 euros a 12 meses). Já o valor da anuidade são 14,42 euros, mas a primeira anuidade é devolvida caso a primeira compra ocorra nos 45 dias após a emissão do cartão. As seguintes serão grátis caso a facturação do cartão seja de pelo menos 2.400 euros.

Cartão 10.10 TSi- Santander Totta
Sempre que efectuar compras que afectem a conta-cartão num valor mínimo de 200 euros mensais (exclui pagamento de combustível), beneficia de um reembolso de 10% do montante dos pagamentos de combustível. Contudo, o valor do reembolso não pode ultrapassar 10 euros mensais nem exceder o limite de 120 euros por ano. A TAEG associada a este cartão é de 26,6% (referência para a utilização de crédito de 1.500 euros a 12 meses), enquanto o valor da anuidade é de 35 euros.

Cartão Universo- BPI
Os portadores deste cartão de crédito recebem um ‘cash-back' na conta-cartão de 2,5% do valor dos abastecimentos em postos de combustível Galp. Quando os descontos acumulados atingem 10 euros são convertidos em "Cheques Universo" que podem ser utilizados em compras em lojas do universo Sonae como o Continente, Modelo, Worten, Modalfa ou Zippy Kidstore. A TAEG deste cartão é de 24,3% (referência para a utilização de crédito de 1.500 euros a 12 meses). Já o valor da anuidade é de 14 euros.

BI do cartão
- TAEG: 20%
- Não existe anuidade
- Possibilidade de associar um seguro de saúde oral
- Desconto em combustível: 6% em futuros abastecimentos
- Limite máximo mensal de 50 euros em vales de desconto
- Exclusivo a abastecimentos em postos da BP
- Funciona também como cartão de pontos
- Subscrição através do site www.bppowerplus.pt ou nos postos da BP
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Como chegar à reforma com um milhão de euros

Posted by Unknown on 07:34 0 comentários

Descubra como chegar à reforma com um milhão de euros

Chegar aos 65 anos com um pé-de-meia no valor de um milhão de euros é possível. Mas para isso terá de começar a poupar muito cedo, estar disposto a correr alguma dose de risco e fazer poupanças mensais consideráveis. O Diário Económico apresenta-lhe oito cenários para conseguir ser milionário.

Confortavelmente deitado numa espreguiçadeira de lona à sombra de uma palmeira, numa praia de areia branca, virado para um mar azul turquesa, num paraíso terreno e uma conta bancária com um saldo milionário. É desta forma que muitos portugueses gostariam de se ver a gozar uma reforma confortável. O que muitas vezes desconhecem é o valor que terão de colocar de parte ao longo da vida para conseguir concretizar esse sonho, sobretudo tendo em conta que cada vez é mais difícil poupar. Mas, segundo cálculos efectuados através da nova "Calculadora Milionária" do site do Diário Económico (www.economico.pt) que estará disponível a partir de hoje, fique a saber que se colocar de parte todos os meses pouco mais de oito euros poderá chegar à idade da reforma com um milhão de euros de poupança.

Mas como seria de imaginar também aqui "não há almoços grátis". Para lhe ser suficiente poupar esse montante terá de ter um determinado perfil. Nesse caso, um dos requisitos necessários era já ter uma poupança inicial de 40 mil euros mas ao mesmo tempo estabelecer uma poupança mensal de oito euros desde os 25 anos. Como explica Gonçalo Gomes da direcção de marketing do Activobank, "quanto mais cedo começarmos a poupar para a reforma, maior será o potencial de valorização do investimento realizado, fruto do efeito capitalização: é realmente diferente começar a poupar aos 30 ou aos 35 anos". O poder da capitalização de juros (juros sobre juros) pode ver-se no seguinte exemplo. O investimento de 10 mil euros a cinco anos com uma taxa de juro líquida de 3% e pagamento de juros anuais, permite alcançar no final do prazo 1.613,14 euros em juros. Sem capitalização de juros, esse valor baixa para 1.500 euros. Num horizonte temporal mais alargado maior será o impacto.


Também associada à idade em que começamos a poupar é a estrutura dos investimentos. Quanto mais novos começarmos a poupar, maior será a apetência para o risco, uma vez que este se dilui no longo prazo e mais atractivas também se tornam as taxas de rendibilidade. Como explica Gonçalo Gomes, "não existindo uma fórmula que funcione da mesma forma para todos [...] quanto mais longe estivermos do momento da reforma, maior risco podemos assumir e com o aproximar dessa data
poderemos começar a trocar activos de maior risco por activos de menor risco, reduzindo o eventual impacto que grandes alterações de curto prazo no mercado possam ter na carteira de investimentos". Com base numa análise histórica, no longo prazo o investimento em produtos financeiros mais arriscados como as acções permitem alcançar retornos reais médios anuais próximos dos 6%. Activos menos arriscados como as obrigações oferecem remunerações reais muito mais baixas.

Numa das simulações, alguém que começasse a poupar aos 35 anos e já tivesse um pé-de-meia de 10 mil euros, se apostasse em activos com um retorno médio anual de 8%, teria que colocar de parte todos os meses 594 euros para chegar à idade de reforma com um milhão de euros. Se a remuneração fosse de apenas 2%, a poupança mensal subiria para 1.989 euros.

Independentemente da estratégia que escolher, um dado é certo: reunir um milhão de euros através da poupança não é facilmente concretizável para a maior parte das pessoas. Até porque as famílias portuguesas estão entre as mais conservadoras, no que diz respeito aos investimentos. Segundo um estudo da CMVM sobre o perfil do investidor português, apenas 9,2% de todas as famílias consideradas estão dispostas a correr os riscos inerentes ao investimento na bolsa. Mas também existe outra certeza: quanto mais tarde definir a sua estratégia de poupança menos dinheiro conseguirá amealhar. Ou pode apostar numa reforma milionária para o seu filho. Saiba que para tal bastará colocar 56 euros por mês no mealheiro do seu filho de cinco anos para que, pelo menos ele, consiga chegar aos 65 anos com um milhão de euros.

Oito formas para atingir a meta de 1 milhão de euros
 
Começar cedo

Idade: 25 anos
Horizonte de poupança: 40 anos
Poupança Inicial: 10.000 euros
Retorno anual: 5,5%
Mesmo quem esteja a começar a sua vida profissional e tenha já 10.000 euros de parte terá de poupar mensalmente cerca de 520 euros para conseguir chegar aos 65 anos com um milhão de euros. E para isso terá de apostar em activos que rendam em média 5,5% por ano.

Começar tarde

Idade: 45 anos
Horizonte de poupança: 20 anos
Poupança Inicial: 10.000 euros
Retorno anual: 5,5%
Para quem começar a apostar no conforto da sua reforma apenas aos 45 anos de idade irá enfrentar um cenário de poupança "hercúleo". Todos os meses terá que colocar no mealheiro 2.217 euros dos seus rendimentos bem como investir em activos que lhe permitam um retorno médio anual de 5,5%.

Menor risco

Idade: 35 anos
Horizonte de poupança: 30 anos
Poupança Inicial: 10.000 euros
Retorno anual: 2%
Apostar em activos conservadores tem a vantagem de lhes estar associado um reduzido nível de risco. Contudo, os retornos também serão modestos. Ao escolher aplicações com uma taxa de juro anual média de 2% teria que poupar quase 2.000 euros por mês para ao fim de 30 anos atingir um milhão de euros.

Maior risco

Idade: 35 anos
Horizonte de poupança: 30 anos
Poupança Inicial: 10.000 euros
Retorno anual: 8%
Mesmo escolhendo produtos financeiros remunerados a taxas elevadas e com um horizonte de investimento alargado é muito difícil chegar a milionário. Assumindo uma remuneração média anual de 8% e um horizonte de investimento de 30 anos, mensalmente teria de juntar ao pé-de-meia 594 euros.

Poupança inicial baixa

Idade: 35 anos
Horizonte de poupança: 30 anos
Poupança Inicial: 10.000 euros
Retorno anual: 5,5%
Criar hábitos de poupança é uma das máximas das finanças pessoais. Se já existir um pé-de-meia inicial melhor ainda. Alguém que já tenha no mealheiro 10.000 euros terá que poupar todos os meses mais de 1.000 euros durante 30 anos, assumindo um retorno médio anual de 5,5%, para ser milionário aos 65 anos.

Poupança inicial alta

Idade: 35 anos
Horizonte de poupança: 30 anos
Poupança Inicial: 50.000 euros
Retorno anual: 5,5%
Tendo em conta o cenário anterior mas assumindo a existência de um pé-de-meia inicial de 50.000 euros, a poupança mensal necessária para atingir a meta de um milhão de euros aos 65 anos é mais baixa. Ainda assim terá de colocar de parte um valor substancial: 807 euros por mês.

Menor poupança mensal

Idade: 25 anos
Horizonte de poupança: 40 anos
Poupança Inicial: 40.000 euros
Retorno anual: 8%
Poupar todos os meses apenas oito euros e chegar à idade de reforma milionário é o sonho de grande parte das pessoas. Para conseguir concretizar esse sonho teria que ter uma poupança inicial de 40.000 euros, ter hábitos mensais de poupança desde os 25 anos e investir em activos com uma remuneração média anual de 8%.

De pequenino...

Idade: 5 anos
Horizonte de poupança: 60 anos
Poupança Inicial: 0 euros
Retorno anual: 8%
... Se torce o pepino. Esta será a melhor forma para conseguir chegar à idade de reforma com um mealheiro abastecido com um milhão de euros. O largo horizonte temporal não só minimiza o risco de perdas como exige um nível de poupança mensal bastante acessível. Bastaria colocar todos os meses no mealheiro do seu filho cerca de 56 euros para que, pelo menos ele conseguisse uma reforma milionária.

Utilize o novo simulador do Económico para descobrir o que tem de fazer para chegar aos 65 anos com um milhão de euros para gastar.

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24/03/2011

Saiba como ganhar dinheiro com a crise

Posted by Unknown on 19:10 0 comentários

Seis soluções para tirar partido da crise que afecta o Estado, os bancos, o sector imobiliário, os combustíveis e a bolsa. 


Há vidas que davam um filme. A vida do investidor americano Jesse Livermore, nascido em 1877, é um desses casos. O seu percurso familiar vaticinava-lhe como destino uma vida dedicada á agricultura. Mas Livermore quis fintar essa "sina". Reza a lenda que saiu de casa muito novo, com apenas cinco dólares no bolso, mas aos 15 anos já trabalhava como ‘trader'. Livermore fez crescer os cinco dólares que tinha no bolso para uma fortuna de vários milhões de dólares. Como? Durante o ‘crash' de 1929, tomou posições curtas (a apostar na queda das acções). Resultado: ganhou mais de 100 milhões de dólares após o ‘crash'. Embora o percurso de Livermore não tenha sido linear- ganhou e perdeu a sua fortuna por várias vezes ao longo da sua vida- o episódio revela que mesmo nos momentos mais críticos da economia é possível gerar ganhos. E a actual crise não é excepção.

Apesar disso, tal não significa que seja fácil fazer o dinheiro crescer no actual contexto- especialmente tendo em conta que esta crise não segue os padrões comuns verificados em depressões anteriores. Mas apesar da instabilidade é possível encontrar valor. O Diário Económico seleccionou seis efeitos negativos da actual crise económica e financeira. A saber: os problemas da dívida soberana portuguesa, as dificuldades de acesso a financiamento por parte dos bancos, a depressão no mercado imobiliário, a subida da inflação, a incerteza sobre o rumo das bolsas e a subida dos preços dos combustíveis. Para todos estes problemas são apresentadas soluções para os consumidores/investidores que permitem minimizar o impacto negativo destes efeitos. Há soluções para diferentes perfis de investidores. Por exemplo, um investidor com perfil conservador poderá aproveitar o facto de a banca estar a enfrentar dificuldades, para conseguir obter depósitos a prazo a uma taxa muito mais atractiva do que há um ano atrás. Já os investidores mais sofisticados, com um perfil mais agressivo, poderão aproveitar as oportunidades que possam surgir no mercado de acções. "Desde finais de 2007, os mercados accionistas registaram quedas expressivas até Março de 2009, tendo depois recuperado de forma significativa - embora ainda longe dos máximos de 2007. Com efeito, o S&P500 aprecia mais de 80% e na Europa os principais índices ganham mais de 50%. Ou seja, mesmo em épocas de instabilidade e de imprevisibilidade face ao ‘outlook', a gestão e alocação correcta dos activos pode originar ganhos para o investidor de longo prazo", explica fonte da direcção de investimentos do banco Best. No entanto, a mesma fonte alerta que "aproveitar os momentos de crise para evitar perdas ou inclusivamente gerar ganhos de investimento implica uma capacidade de acertar nos momentos de mercado que, historicamente, não se revela uma estratégia acertada de investimento".

Um sinal de que é possível crescer e fazer dinheiro mesmo em tempos de crise vem das agências de mediação imobiliária ERA Portugal. Apesar do sector imobiliário estar deprimido, Miguel Poisson, director-geral da empresa, refere que no ano passado a ERA conseguiu crescer em 30% o número de casas transaccionadas e aumentar em 24% a facturação. Miguel Poisson refere que o facto de haver neste momento um excesso de oferta de casas, está a pressionar os preços. Por isso, para quem queira comprar casa neste momento e tenha condições para conseguir financiamento, poderá encontrar casas a preços de "desconto" face aos níveis pré-crise. Veja ao lado como poderá tirar partido das várias oportunidades que surgem durante a crise.


Seis efeitos negativos da crise, seis soluções para ganhar com eles

1 - Crise das finanças públicas
Efeito: O governo luta para pôr a casa em ordem. Mas a tarefa não é fácil. Em 2010, o défice orçamental terá ficado nos 6,9%. Para controlar as finanças públicas o Executivo tem apresentado ao longo do último ano diversos pacotes de medidas para tentar afastar o recurso ao FMI. Ainda na última semana, Teixeira dos Santos apresentou o PEC 4, onde se salientou o corte das pensões da função pública acima dos 1.500 euros e o aumento da carga fiscal. Mas a desconfiança permanece. Esta semana a agência de ‘rating' Moody's cortou a notação da dívida pública portuguesa em dois níveis, passando de A1 para A3. Os receios sobre Portugal espelham-se todos os dias no mercado de dívida, com os investidores a pedirem juros elevados para comprarem Obrigações do Tesouro (OT's) portuguesas. Ontem, as ‘yields' das OT a 10 anos cotavam nos 7,46%, enquanto os juros das OT a cinco anos negociavam nos 7,85%.

Como ganhar: Se para o Estado a subida dos juros é um sinal de preocupação, para quem compra a dívida portuguesa é um sinal de retornos elevados. No caso dos investidores particulares que investem nos Certificados do Tesouro, ao juro elevado associa-se um bónus: a garantia de capital. Recorde-se que a rendibilidade dos Certificados de Tesouro tem como referência as ‘yields' praticadas nas obrigações do tesouro a cinco e a 10 anos. Desta forma, um investidor que tiver Certificados do Tesouro durante 10 anos terá direito a uma remuneração anual semelhante à dos investidores institucionais que compram as obrigações do tesouro a 10 anos. Assim, quem aplicar nos Certificados do Tesouro durante o mês de Março e mantiver o investimento por um período de 10 anos terá direito a uma remuneração anual bruta de 7,1%. Trocado por euros significa que um investimento de 10 mil euros ao fim de 10 anos deverá gerar uma mais-valia líquida de 5.573 euros. Esta aplicação é aconselhável para investimentos de longo prazo.

2 - Dificuldades do sistema financeiro
Efeito:
A crise orçamental teve um forte impacto também no sector financeiro. A desconfiança dos investidores estrangeiros em relação ao estado da economia portuguesa e de outros países periféricos contagiou as instituições financeiras que deixaram de conseguir obter financiamento no mercado interbancário. Com esta grande fonte de liquidez fechada, os bancos tiveram de encontrar soluções. Neste último ano, foram dois os grandes recursos das instituições financeiras: pedir empréstimos junto do BCE e apostar na captação de recursos junto dos clientes. No último ano, os bancos portugueses aumentaram em 167% o recurso ao financiamento junto do BCE, passando dos 15,3 mil milhões de euros em Fevereiro de 2010 para os 41 mil milhões de euros registados em Fevereiro de 2011. A aposta dos bancos nos depósitos também se fez sentir. Os quatro maiores bancos privados aumentaram em 7% a captação de depósitos no ano passado.

Como ganhar: O facto da banca estar a enfrentar dificuldades tem um factor positivo para os clientes: está a obrigar as instituições a remunerarem melhor os depósitos para conseguirem cativar o dinheiro dos clientes. Os números do Banco de Portugal mostram que desde Junho do ano passado os bancos têm subido quase consecutivamente a remuneração dos depósitos. Enquanto que em Maio a taxa média praticada para os novos depósitos se situava nos 1,20% - que correspondia a uma mais-valia bruta de 60 euros para um investimento de cinco mil euros a 12 meses- em Fevereiro deste ano o juro tinha mais do que duplicado para os 2,78%. Contas feitas, um investimento de cinco mil euros a um ano resultaria numa mais valia bruta de 139 euros. Mas no mercado existem ofertas de depósitos com taxas ainda mais atractivas- iguais ou superiores a 4%. Por exemplo, a 12 meses os melhores depósitos pertencem ao ActivoBank (o Poupança Extra com uma TANB de 4%), ao BiG (com o DP TOP a oferecer uma TANB de 3,6%) e o Banif ( que oferece uma TANB de 3,3% no Super Depósito Banif@st). Já para quem prefira os depósitos de mais curto prazo- a seis meses- as melhores taxas estão no Best (o Dep.Prazo + Valor dá uma TANB de 3,75%), no BPN (com uma TANB de 3,3% no DP Oportunidade) e no BiG (com o DP Top a remunerar a uma TANB de 3,15%), segundo dados da Deco.

3 - Depressão do mercado imobiliário
Efeito:
À crise financeira e económica há ainda que juntar a crise do sector imobiliário. As facilidades de acesso ao crédito verificadas antes da crise, com os bancos a chegarem a praticar ‘spreads' próximos de zero, levaram a um excesso de euforia no mercado imobiliário. Com o eclodir da crise, a euforia deu lugar à depressão. Consequência: o aumento da taxa de desemprego, as dificuldades da banca em conceder crédito, associado ao facto de haver um grande excedente de oferta de casas, têm levado a uma queda dos preços dos imóveis. Segundo Miguel Poisson, director da Era Portugal, existem neste momento 350 mil casas à venda.

Como ganhar: Quem quer comprar casa e dispõe de uma almofada financeira que lhe permita dar uma entrada generosa para a compra do imóvel poderá fazê-lo a preços mais baixos, face aos praticados antes da crise. "Há muita oferta de casas e esse cenário coloca pressão do lado da oferta para baixar os preços. Além disso, hoje o poder negocial do comprador é muito maior já que existem muito mais alternativas", explica Miguel Poisson. Perante este cenário, o responsável da ERA acredita que este é um bom momento para encontrar "boas oportunidades de investimento". E onde as encontrar? O responsável da ERA refere que foi nas zonas suburbanas da Grande Lisboa (como Linha de Sintra e Margem Sul) onde se notou uma maior queda dos preços com a crise, e como tal, onde é possível comprar casa a preços de "desconto". Mas Miguel Poisson acredita que "os bons negócios existem em todo o lado. É preciso é estar a atento e ter a garantia de acesso a financiamento". Como reflexo destas oportunidades que estão a surgir no mercado imobiliário , Miguel Poisson refere que está a aumentar o número de investidores "que deslocalizam as suas poupanças do sector financeiro para o sector imobiliário". E acrescenta: "O aumento dos pagamentos dos imóveis a pronto-pagamento é sintomático dessa realidade".

4 - Preços dos combustíveis em máximos
Efeito:
A subida do preço do petróleo no início do ano, em virtude dos conflitos políticos na região do Médio Oriente e Norte de África, tem levado a uma escalada dos preços dos combustíveis. Desde o início do ano, o barril do ‘brent' já escalou 20%, situando-se agora nos 113 dólares. Já o preço da gasolina sem chumbo 95 subiu quase nove cêntimos por litro desde o início do ano e o gasóleo avançou 14 cêntimos por litro, no mesmo período, de acordo com dados da Direcção-Geral de Energia e Geologia. Contas feitas, significa que atestar um depósito de 50 litros com gasolina está hoje 4 euros mais caro do que no início do ano, enquanto que atestar um automóvel com gasóleo custa agora mais 7 euros, face a Janeiro. A instabilidade política no Médio Oriente e as perspectivas de um aumento da procura de petróleo são factores que deverão manter os preços do "ouro negro" sobre pressão nos próximos tempos, e se assim for, é possível que os preços dos combustíveis se mantenham elevados.

Como ganhar: "Se não podes vencê-los, junta-te a eles". A velha máxima popular pode funcionar neste caso. Se os consumidores não podem fazer baixar o preço do petróleo, pelo menos os investidores conseguem ganhar dinheiro com a escalada desta matéria-prima. A forma mais simples de o fazer será através da compra de acções das companhias petrolíferas, ou então comprando fundos de investimento que apostam no petróleo. Rogério Celeiro, administrador da Orey Financial, refere que há muitos investidores que tomaram - e continuam a tomar- posições longas (ou seja, apostam na valorização de um activo) no petróleo. Isto apesar do "ouro negro" já ter valorizado 40% no último ano. O facto de haver vários factores que continuam a manter a pressão sobre os preços desta matéria-prima leva os investidores a acreditar que ainda pode haver espaço para mais valorizações. Se pertence a este clube, existem alguns fundos que poderão fazer parte da sua carteira. Entre eles está o Franklin Natural Resources, um fundo que investe em recursos naturais, mas que no final do mês de Fevereiro tinha 75% do seu portefólio alocado em títulos do sector de energia. No ‘top ten' das participações estavam várias petrolíferas, como a Chevron ou a Exxon Mobil. Nos últimos 12 meses, o fundo apresenta uma rendibilidade de 25% e tem quatro estrelas segundo ‘rating' da Morningstar. Outra opção a ter em conta poderá ser o Schroder ISF Global Energy. Este fundo tem 77% do seu portefólio alocado em títulos de empresas ligadas ao petróleo, gás e ao mercado dos combustíveis. Nos últimos 12 meses avança 23,7%.

5 - Inflação em níveis elevados
Efeito:
Os preços dos bens e serviços estão a subir e a preocupar as autoridades monetárias. Os números divulgados esta semana pelo Eurostat mostram que a inflação na zona euro voltou a subir em Fevereiro, situando-se nos 2,4% (em termos homólogos), quando no mês anterior este indicador tinha registado os 2,3%. Em Portugal a taxa de inflação anual está bem acima deste valor, situando-se em Fevereiro nos 3,5%. A puxar pela subida dos preços de bens e serviços tem estado a evolução dos preços dos combustíveis para transportes, da electricidade e do gás. Os números da inflação indicam que os preços estão a subir acima do patamar ideal traçado pelo BCE, que passa por manter a taxa de inflação controlada num valor próximo de 2%. A escalada de preços levou mesmo o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, a alertar para a possibilidade de subir a taxa de referência do euro já em Abril para controlar a inflação.

Como ganhar: A inflação é um dos piores inimigos dos consumidores (porque perdem poder de compra) e dos investidores (porque o dinheiro perde valor). Por exemplo, se tiver cinco mil euros e colocá-los debaixo do colchão durante 20 anos, chegará ao fim desse período e os cinco mil euros valerão na realidade apenas 2.719 euros, se a taxa de inflação anual se situar nos 3%. Por isso mesmo é fundamental encontrar soluções de poupança que ofereçam uma remuneração igual ou superior à taxa de inflação. Entre os activos que mais beneficiam da subida da inflação destacam-se: o ouro, as obrigações indexadas à inflação e o imobiliário. Mas nem todas elas se mostram atractivas no actual cenário. Rogério Celeiro, da Orey Financial, mostra-se cauteloso com o investimento no ouro e na prata. É que os metais preciosos apesar de serem percepcionados como uma protecção face à inflação mostram alguns sinais de que podem estar sobrevalorizados, refere o especialista. Recorde-se que o ouro está a cotar nos 1.401 dólares e já valorizou 25% no espaço de um ano. Já as obrigações indexadas à inflação podem ser uma opção a ter em conta. São títulos de dívida que prevêem uma taxa fixa, à qual acresce uma componente baseada num índice de preços de consumidor, que é revista anualmente. A melhor forma de estar exposto a este tipo de obrigações será através de fundos de investimento. E neste campo, o fundo PIMCO Global Real Return Inv EUR (Hdg) é uma referência: está a valorizar 6% nos últimos 12 meses e merece a avaliação máxima da Morningstar: cinco estrelas.

6 - Bolsas europeias sem rumo claro à vista
Efeito:
Há quase quatro anos que a expressão ‘bull market'- sinónimo de um ciclo prolongado de ganhos nas bolsas- desapareceu dos jornais. O eclodir da crise do ‘subprime' em Julho de 2007, a falência do Lehman Brothers em 2008 (que fez tremer o sector financeiro mundial), e a crise orçamental dos países periféricos da zona euro (que já obrigou à intervenção do FMI na Grécia e Irlanda), levaram muitos investidores a saírem das acções. A crise da dívida, sem uma solução à vista, faz antever que 2011 não será um ano fácil para gerar ganhos nas acções europeias. Os índices europeus apresentam perdas que oscilam entre os 0,2% e os 7% desde o início do ano. As excepções são o PSI 20 (valoriza 2,3% este ano) e o Ibex e o MIB, que sobem mais de 4%.

Como ganhar: Perante a incerteza sobre qual será o rumo das acções europeias, como é que os investidores podem gerar ganhos no mercado accionista? Rogério Celeiro explica que, como alternativa, há muitos investidores a olhar para outras regiões do globo que estão a passar ao lado da crise financeira e económica mundial. A atenção está sobretudo focada nos mercados emergentes. Como são mercados onde é difícil investir directamente, para um investidor particular a melhor forma de ganhar exposição a estas bolsas mais exóticas será através da aplicação em fundos de investimento. Já para os investidores mais sofisticados e que estejam pessimistas poderão utilizar instrumentos financeiros que lhes permitam ganhar com a queda dos activos. Rogério Celeiro refere que há investidores que face à incerteza actual estão a "'shortar' alguns índices accionistas e algumas ‘commodities'". São vários os instrumentos que permitem beneficiar com a desvalorização de um activo: é o caso dos CFD ou dos ‘reverse' ETF. Os números da CMVM confirmam o crescente interesse por estes instrumentos. O número de CFD negociados em Janeiro deste ano subiu 32% face ao mesmo mês do ano passado. Mas o banco Best alerta para o perigo de se apostar em produtos com alavancagem: "Numa posição longa a máxima perda incorrida é a totalidade do capital investido, enquanto numa posição curta não há limite para as perdas possíveis".

Fonte:  Alexandra Brito
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20/03/2011

Dicas para ensinar os seus filhos a poupar

Posted by Unknown on 21:32 0 comentários

Em tempo de crise, mais do que nunca, há que dar valor ao dinheiro e saber geri-lo.  Desde pequenino.


Não é fácil poupar numa sociedade de consumo, com publicidade e centros comerciais em cada esquina. E os nossos filhos crescem neste ambiente de oferta sem limites. Como podemos ensiná-los então a poupar?

Pode parecer difícil, mas não é assim tanto. Em primeiro lugar, o exemplo vem de cima. Daí que comece por educar-se a si mesmo:

- faça contas ao que ganha e ao que gasta, elaborando um orçamento familiar, previsões de gastos no curto, médio e longo prazo, uma lista de quanto precisaria de ter no mealheiro para imprevistos (doença ou problema com o carro, por exemplo);

- Seja mesmo um modelo a seguir; não diga uma coisa e faca outra depois. Para as crianças, o ditado «faz o que eu digo, não faças o que eu faço» não pega;

- ensine-lhes apenas um comportamento financeiro saudável de cada vez. Os seus filhos não são máquinas registadoras para debitar regras de poupança como se fossem economistas;

- o aprender fazendo é a melhor técnica: para si e para eles; as crianças precisam de ver como se faz e cometer erros para depois tirar ilações e não repetir.


Na prática, na hora de ensinar uma criança a gerir e a poupar dinheiro:

- deve dar-lhe a responsabilidade de controlar o dinheiro, porque se não souber quanto vale o que tem à frente e que uso lhe deve dar, chega a adulto a pensar que o dinheiro cai do céu. Ou seja, se tiver uns trocos na mão o mais certo é que os gaste rapidamente, sem se preocupar com o futuro e logo numa altura em que se põe em causa a capacidade de o Estado vir a pagar reformas no longo prazo;

- assim, faça o primeiro teste com uma mesada ou uma semanada. Provavelmente o seu filho vai cometer gastos desnecessários, mas com o tempo e com a sua ajuda vai saber geri-lo, sobretudo quando quiser muito alguma coisa e tiver de poupar para a conseguir;

- daí que se torna fundamental estipular objectivos de poupança. E não só porque há uma viagem que quer muito fazer, mas porque no futuro poderá precisar de ter uma quantia extra para esses propósitos ou outros mais críticos. Se estabelecer metas, vai conter-se mais em compras supérfluas e conseguir o que tanto almejava e antes do tempo que tinha previsto;

- se o seu filho já põe estas estratégias em prática, deve elogiá-lo, porque isso fará com que o sentimento de poupança e dever cumprido saia reforçado e para continuar a aplicar;

- fiar-se nos cálculos de cabeça não é um bom princípio. O seu filho poderá controlar muito melhor os gastos e as receitas que vão obtendo - nem que seja apenas a mesada, algum dinheiro no aniversario ou no Natal - se anotar tudo;

- dependendo da idade do seu filho, se tiver um telemóvel pode ficar com a responsabilidade de pagar a factura no final do mês. Vai aprender a não esticar a corda nas chamadas desnecessárias, até porque sabe que, se não tiver dinheiro para pagar, o serviço é cancelado;

- coloque-o a par das ratoeiras do consumismo e dos anúncios publicitários. A publicidade tem o poder de nos fazer desejar aquilo de que não precisamos. O consumismo desenfreado deve ser substituído por formas alternativas de reutilização de bens e hábitos mais amigos do ambiente. Não e só ele que sai a ganhar, a sua carteira também agradece. Por isso, pode fazer com o seu filho uma lista de 20 ou 30 coisas que gostava de comprar e depois analisar ate que ponto são úteis e imprescindíveis. Claro que ajuda muito não ir a centros comerciais e não ficar colado aos intervalos das televisões. O ser humano reage muito por impulso e, depois, arrepende-se dos gastos que faz.

Experimente aconselhar o seu filho a depositar o dinheiro que tem em quatro caixas diferentes: uma para poupar, outra para gastar, ainda outra para doar e uma última para investir. Esta é uma forma de ele ficar consciente da utilidade do dinheiro e dos destinos que lhe pode dar. Sem correr o risco de se arrepender mais tarde.
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18/03/2011

Saiba qual a melhor forma de usar o reembolso do IRS

Posted by Unknown on 00:05 0 comentários

A entrega do IRS já começou e muitas famílias não terão de esperar muito tempo para receberem o reembolso das Finanças. 


Quem gosta de pagar impostos? Ninguém. Nem mesmo Jim Rogers, um dos maiores gurus a nível mundial na área das matérias-primas. Este investidor disse um dia que a única diferença entre a morte e os impostos é que a morte não piora sempre que o Congresso norte-americano se reúne. A piada podia ser transposta para o universo português. A crise financeira e orçamental que Portugal atravessa levou o Governo a tomar ao longo do último ano diversas medidas de austeridade, onde se salienta o aumento da carga fiscal sobre as famílias. Apesar deste cenário pouco animador, a generalidade dos portugueses tem agora uma oportunidade para conseguir abater algumas centenas de euros na factura fiscal.

Recorde-se que o prazo para preenchimento das declarações de IRS, relativas a 2010, já começou para quem faz as entregas em papel. Já a época de entrega das declarações feitas através da internet arranca no mês de Abril. E para as pessoas que optam pela internet há boas notícias. Isto porque o Governo comprometeu-se a pagar os reembolsos de IRS no prazo de 20 dias.

Para muitas famílias, os reembolsos funcionam como um balão de oxigénio na gestão dos seus orçamentos. Segundo dados do Ministério das Finanças, o valor médio dos reembolsos de IRS (relativo a 2009) foi de 819,23 euros. Mas os valores podem ser bem superiores caso os contribuintes aproveitem ao máximo as deduções e os benefícios fiscais associados a despesas de saúde, educação, casa, PPR, seguros e equipamentos de energias renováveis. Por exemplo, um casal com filhos poderá abater ao IRS pago em 2010 perto de 3.400 euros.

Perante estes valores importa saber qual é o melhor destino a dar ao valor dos reembolsos do IRS. Tendo em conta dois valores (o reembolso médio e o reembolso máximo) o Diário Económico apresenta-lhe várias soluções possíveis a ter em conta: aproveitar este valor para amortizar dívidas, aplicá-lo numa aplicação financeira atractiva ou então- para quem tem orçamentos mais desafogados - gastá-lo.

A actual conjuntura adversa e a prudência aconselham os consumidores a utilizarem parte das poupanças para saldar ou, pelo menos, amortizar parte das dívidas e empréstimos. No entanto, esta poderá não ser a melhor solução para aplicar o reembolso do IRS- se este for de um montante reduzido. Imagine o caso de uma pessoa que tenha um crédito ao consumo no valor de 10 mil euros a pagar em três anos. Este empréstimo, a uma taxa anual nominal de 8,4%, significa uma prestação mensal de 315 euros. Se este consumidor tiver um reembolso do IRS na ordem dos 819 euros e o utilizar para amortizar este crédito, o valor da prestação baixará 24 euros. Se em vez de utilizar este montante para abater a dívida de um crédito ao consumo optar por amortizar o crédito à habitação, o benefício é mais reduzido. Segundo cálculos do Diário Económico, amortizar 819 euros num crédito à habitação de 100.000 euros a pagar em 30 anos permitirá reduzir a prestação em apenas três euros. Já se receber um reembolso do IRS mais generoso- na ordem dos 3.400 euros- o caso muda de figura e utilizar este valor para amortizar um crédito pode ser muito vantajoso. Se tivermos em conta o exemplo de um crédito pessoal no valor de 10.000 euros a pagar em três anos, com uma prestação mensal seja 315 euros- a prestação cairia para os 208 euros. No entanto, esta não é a única solução disponível para aplicar o reembolso do IRS.

Uma outra alternativa poderá passar também investir este montante. Se não sabe se vai precisar desse dinheiro num futuro próximo poderá aplicar o reembolso do IRS no melhor depósito a prazo a 12 meses do mercado. Os dados da Deco mostram que se tiver 819 euros euros para aplicar o melhor depósito a 12 meses é o Depósito Ouro Plus (do Banco Popular) e o DP Crescente 12 Meses (do BPN) que oferecem um juro líquido de 2,55%.
Contas feitas, ao final do ano, terá visto a sua poupança crescer 21 euros. Se o valor do reembolso for mais elevado- 3.400 euros-então poderá aproveitar depósitos no mercado com taxas mais elevadas. É o caso do Poupança Extra, do ActivoBank, que oferece uma remuneração líquida de 3,14% a 12 meses, para montantes superiores a 3.000 euros. Contas feitas, ao final de um ano os seus 3.400 euros render-lhe-iam 107 euros em juros.

Se prefere investir no longo prazo, outra opção a ter em conta é aplicar o reembolso nos Certificados do Tesouro. Para as subscrições feitas em Março, o Estado está a oferecer um juro anual recorde: 7,10% (taxa bruta) para quem mantiver o dinheiro aplicado durante 10 anos. Assim, uma aplicação de 3.400 euros resultaria ao fim de 10 anos numa mais-valia líquida de 1.894 euros.

Mas se tem um orçamento desafogado, pode dar-se ao luxo de gastar o reembolso do IRS. E, aqui, as opções são mais que muitas. Basta ter alguma imaginação. Com o reembolso médio de 819 euros poderá usufruir de um "cabaz" com cinco experiências diferentes como: fazer uma viagem de balão, aprender a fazer vela, passar meio-dia num SPA a fazer um programa de relaxamento, tirar um curso de dança e passar um fim-de-semana num monte alentejano. E no final, ainda lhe sobram alguns trocos para beber um café. Todas estas experiências estão disponíveis através da empresa A Vida é Bela. Mas se o valor do reembolso do IRS for superior, então poderá sonhar mais alto. Com 3.400 euros pode ir a Bali num programa de sete noites e levar a sua "cara metade".

Mas para que tudo isto se torne realidade, é importante que na altura do preenchimento da declaração de IRS apresente as habituais despesas de saúde, educação, habitação e seguros para deduzir e assim ter direito a um reembolso por parte das Finanças. Veja na página ao lado alguns conselhos a ter em conta no preenchimento do IRS e os principais erros a evitar.

Quatro grandes erros no IRS

Não guardar as declarações passadas
Deitar fora as facturas das despesas e todos os comprovativos relativos às obrigações fiscais dos anos anteriores é um erro muito comum. Mas este acto pode sair-lhe muito caro. Isto porque num prazo de cinco anos o fisco poderá fazer uma inspecção e pedir-lhe que mostre todos os documentos. Desta forma é indispensável que guarde os comprovativos relativos a despesas com direito a benefícios e deduções fiscais durante este período.

Enganos ao declarar algumas despesas
Uma das falhas mais comuns dos contribuintes prende-se com a indicação nos campos relativos às deduções à colecta do montante correspondente à percentagem que lhes é permitido deduzir e não à totalidade das despesas realizadas. Já no que diz respeito às pensões de alimentos, os contribuintes devem ter em conta os valores que foram definidos nas sentenças judiciais.

Entregar a declaração em atraso
Os portugueses têm fama de deixar tudo para a última hora. Se pertence a este clube, saiba que se arrisca a ter de pagar multas caso se atrase a entregar a sua declaração, que podem variar entre os 100 e os 2.500 euros. Ainda assim, estes valores podem ser atenuados. Se o contribuinte entregar a declaração nos primeiros 30 dias após o fim do prazo, a multa é reduzida até 25 euros.

Esquecer de deduzir algumas despesas
Muitas vezes os contribuintes acabam por deduzir um excesso de despesas relativas à educação acima do limite máximo estabelecido pelas Finanças. Mas também acontece o contrário. Ou seja, em alguns casos os contribuintes esquecem-se que algumas despesas relacionadas com donativos, por exemplo, também podem ser utilizadas para abater o IRS.

Soluções

- Amortizar: Quanto maior for o valor do reembolso, mais compensa amortizar um crédito. Para pequenos montantes esta solução não é tão vantajosa, principalmente se forem utilizados para abater o crédito à habitação.

- Poupar: Pode também aplicar o valor do reembolso num depósito a prazo com taxas atractivas. Tendo em conta um valor do reembolso médio distribuído no ano passado, 819 euros, a sua aplicação no melhor depósito a prazo a 12 meses, renderia um juro líquido de 21 euros.

- Investir: Se não precisa do dinheiro no curto prazo pode investi-lo nos certificados do Tesouro que oferecem um juro bruto recorde de 7,1% a 10 anos.

- Gastar: Esta opção só deve ser tida em conta para as famílias que têm orçamentos desafogados.

Fonte: Alexandra Brito
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17/03/2011

Não paga a renda? Despejos vão ser automáticos

Posted by Unknown on 20:03 0 comentários

Novas regras foram aprovadas esta quinta-feira em Conselho de Ministros.


Se deixou de pagar a renda da sua casa, arrisca-se a ser despejado. E rapidamente.

As novas regras para estimular o mercado de arrendamento, incluindo os despejos automáticos, foram aprovadas esta quinta-feira em Conselho de Ministros e estabelecem que, depois de três meses de atraso no pagamento da renda, o inquilino arrisca-se a que o senhorio ponha em prática o processo de despejo.

«De modo a dinamizar o mercado do arrendamento e colocar mais imóveis disponíveis para serem arrendados, são reforçados os mecanismos para assegurar que os proprietários têm meios à sua disposição para reagir perante o incumprimento do contrato. Assim, para garantir o cumprimento dos contratos de arrendamento, nomeadamente em caso de falta de pagamento de rendas, foi criado um novo procedimento de despejo, para que este se possa fazer em 3 meses, em vez dos actuais 18 meses que demora uma acção de despejo nos tribunais», explica o comunicado da Presidência do Conselho de Ministros.

Os cinco passos

Este procedimento de despejo vai correr fora dos tribunais, sob a responsabilidade de conservadores, advogados, agentes de execução, notários ou solicitadores, e será realizado em apenas 5 passos:

1 - Havendo três meses de rendas em atraso, o senhorio pode recorrer a advogados, agentes de execução ou solicitadores, para fazer uma comunicação especial de despejo;

2 - O inquilino tem 15 dias para sair do imóvel ou provar que não tem as rendas em atraso;

3 - Se o inquilino não cumprir nenhuma das duas condições, o proprietário, através da entidade competente, toma posse da casa, podendo pedir a ajuda da polícia para o fazer;

4 - Se o inquilino se recusar a sair, pode ser pedida ao tribunal autorização de entrada em casa do inquilino, contra a sua vontade. O tribunal tem cinco dias para emitir a ordem;

5 - A entidade competente toma posse do imóvel e o inquilino tem 15 dias para retirar os seus bens.

No entanto, o Governo prevê algumas excepções: os inquilinos com dificuldades financeiras podem pedir ao tribunal um adiamento de dez meses para abandonar o imóvel. Uma benesse concedida apenas a beneficiários de prestações sociais, como o complemento solidário para idosos ou o rendimento social de inserção, aos desempregados que estão a receber subsídio de desemprego, desde que verificada a condição de recursos, e inquilinos recém-divorciados, quando a renda em questão representar para o cônjuge restante uma taxa de esforço elevada.
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10/03/2011

Forbes: Slim é o mais rico no mundo, Amorim em Portugal

Posted by Unknown on 09:28 0 comentários

Depois de uma crise financeira mundial que também atingiu os mais ricos, a retoma económica trouxe um número recorde de multimilionários, segundo a lista da Forbes. O mexicano Carlos Slim continua a ocupar o primeiro lugar do ranking, que conta com três portugueses. 


A lista da Forbes é abordada por toda a imprensa internacional, incluindo o jornal espanhol Público, que dá destaque aos dados mais relevantes da revista norte-americana. A fortuna média dos milionários no ranking é de 3,7 mil milhões de dólares, mais 200 milhões que em 2010 e 700 milhões acima do contabilizado há dois anos. Dos 20 mais ricos, apenas um não ganhou este ano mais dinheiro que em 2010. No total, as fortunas na lista da Forbes contabilizam 4,5 biliões de dólares. Além disso, "este foi o ano de recordes, com 214 novos multimilionários", ou seja, há no mundo 1210 pessoas com fortunas acima dos mil milhões de dólares.

Carlos Slim e a sua família, com um império nas telecomunicações, continuam no topo do ranking pelo segundo ano consecutivo. O mexicano foi o único não norte-americano a ocupar este lugar. Os outros dois lugares são ocupados por milionários dos EUA: Bill Gates, da Microsoft, com 56 mil milhões, e o investidor Warren Buffett, com 50 mil milhões.

O primeiro europeu na lista é Bernard Arnault. O francês é um magnata dos artigos de luxo, com destaque para as marcas Louis Vuitton, Dom Perignon, Cognac Hennessy e Tag Heuer, que se estão a expandir rapidamente no Extremo Oriente e que dão a Arnault uma fortuna de 41 mil milhões. Logo a seguir ao francês, está classificado o norte-americano Larry Ellison, patrão da Oracle, multinacional de software que ganhou um duelo nos tribunais contra a alemã SAP por violação da propriedade intelectual. Vale 39,5 mil milhões.

O indiano Lakshmi Mittal é o primeiro asiático no ranking: patrão da ArcelorMittal, líder mundial do aço, tem uma fortuna de 31,1 mil milhões. Segue-se, muito colado, com 31 mil milhões de dólares, o espanhol Amancio Ortega, o dono do império Zara. Eike Batista, magnata do petróleo e da exploração mineira, exemplifica a importância da economia do Brasil, ocupando o oitavo lugar do ranking da Forbes, com 30 mil milhões.

O 'top 10' fecha com o indiano Mukesh Ambani, com 27 mil milhões de dólares provenientes de petroquímica, petróleo e gás, e com a norte-americana Christy Walton e família, da cadeia de retalho Walmart, com 26,5 mil milhões.

A listagem conta com três portugueses. Américo Amorim é o luso mais rico (número 200 no mundo), com 5,1 mil milhões de dólares (mais 1,1 mil milhões que no ano passado), graças à corticeira Amorim, a maior do mundo, e vários investimentos financeiros, incluindo na Galp e no Banco Popular.

Alexandre Soares dos Santos e a sua família ocupam o lugar 512, com 2,3 mil milhões de dólares, sendo estreantes no ranking da Forbes. A fortuna é proveniente essencialmente da Jerónimo Martins, holding que agrega vários supermercados, com destaque para o português Pingo Doce e o polaco Biedronka.

O terceiro português já é habitual encontrar-se nesta listagem: Belmiro de Azevedo. O empresário nortenho deixou a direcção executiva do grupo Sonae nas mãos do filho, Paulo Azevedo, mas continua como 'chairman'. A Sonae Indústria, o retalho (Modelo e Continente) e os investimentos em sectores como as telecomunicações (Optimus) valem a Belmiro uma fortuna de 1,5 mil milhões de dólares, igual à do ano passado.
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04/03/2011

Prestação da casa: prepare-se para pagar mais 15%

Posted by Unknown on 20:58 0 comentários

Futuros das Euribor dispararam com o anúncio de que o BCE deverá subir os juros já em Abril.

O que os portugueses há muito temiam está a chegar. As taxas de juro vão recomeçam a subir e, em breve, as prestações do crédito à habitação vão pesar mais no orçamento mensal das famílias. Até ao final do ano, o valor pode crescer 14,9%.

O Banco Central Europeu (BCE) anunciou ontem que a primeira subida da taxa de referência para a Zona Euro, que está no mínimo histórico de 1% há quase dois anos, pode chegar já em Abril, muito mais cedo do que se esperava (os economistas acreditavam que as taxas só aumentariam mais perto do fim do ano).

O aviso foi levado a sério pelos analistas que antevêem já outras subidas este ano, e também pelos mercados: os futuros das taxas Euribor, a que são indexados os contratos de crédito, dispararam imediatamente, incorporando essa expectativa do aumento no preço do dinheiro.

Os futuros da taxa a três meses colocam-na agora nos 2,15% em Dezembro, bem acima dos 1,087% em que se fixaram no passado mês de Fevereiro.

A Agência Financeira tomou como exemplo uma família com um empréstimo de 150 mil euros a 30 anos com um spread de 1%. Se esse crédito estiver indexado à taxa a três meses, e tiver sido revisto em Março, com base na média de Fevereiro, esta família pagará em Abril uma prestação de 560,98 euros.

No entanto, se tivermos em conta a subida das taxas prevista, no início do ano que vem, a mesma família pagará já 644,61 euros, ou seja, mais 14,9%.

O BCE diz que esta não será a primeira de uma série de subidas, como aconteceu a partir do final de 2005, mas os analistas não acreditam que o banco central se fique por um aumento de 25 pontos base em Abril. O Barclays Capital, por exemplo, estima que haverá pelo menos uma segunda subida este ano, poucos meses depois da primeira, e diz que os governadores da entidade monetária não deverão ficar satisfeitos até que a taxa de referência atinja os 2%, ou seja, o dobro do valor actual.

Se assim for, os portugueses podem contar com novas subidas das prestações durante o resto do ano e 2012, ainda que desta vez, os aumentos sejam mais espaçados. 
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02/03/2011

Estagiários passam a descontar para Segurança Social

Posted by Unknown on 08:38 0 comentários

Estagiários
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Sujeitos a impostos com menos apoios sociais. Cortes nos estágios profissionais acima dos 200 euros.


Aceder a um estágio profissional vai ser mais complexo e compensar menos. A partir desta terça-feira (ontem) os estagiários vão passar a descontar 11 por cento para a Segurança Social e ficar sujeitos ao pagamento da taxa social única.

A medida abrange as bolsas atribuídas pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) com licenciatura, mestrado ou doutoramento, que serão ainda alvo de uma redução de dois para 1,65 indexantes dos apoios sociais.

Em contrapartida, o estagiário tem direito a subsídio de alimentação e a seguro de acidentes de trabalho, apoiados pelo IEFP.

Contas feitas, um jovem solteiro e sem filhos que ganhava 838,44 euros num estágio remunerado vai passar a receber 581,13 euros, segundo escreve o jornal «i».

As novas regras abrangem todos os aqueles que realizem estágios profissionais até aos 30 anos.
De fora ficam os estágios que tenham como objectivo o cumprimento de requisitos adicionais e específicos para acesso a títulos profissionais, os estágios curriculares de quaisquer cursos e os estágios cujo plano requeira perfil de formação e competências nas áreas da medicina e da enfermagem.


Estas medidas estão incluídas numa portaria publicada na segunda-feira em Diário da República, sobre o Programa de Estágios Profissionais, e que entra esta terça-feira em vigor.

A portaria insere-se no pacote de iniciativas avançadas pelo Executivo socialista e anunciadas por José Sócrates na semana passada, no Parlamento, relativas ao aumento para 50 mil do número de estágios profissionais remunerados.
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O deve e haver dos trabalhadores por conta de outrém

Posted by Unknown on 00:28 0 comentários

Na dedução directa, contribuem certas despesas: formação profissional, quotizações, indemnizações e contribuições para Segurança Social. 



O princípio é igual para todos os contribuintes. O primeiro passo para declarar os seustrabalhadores por conta de outrém rendimentos é saber quais os rendimentos que têm de ser declarados.



No caso dos trabalhadores dependentes, os chamados trabalhadores por conta de outrem, pode haver dúvidas. Para além dos salários recebidos, muitas vezes os contribuintes recebem ajudas de custo, subsídio, ou abonos, por exemplo. A dúvida é saber se estes rendimentos contam, ou não, para efeitos fiscais, ou se são considerados pela sua totalidade ou só em parte. As regras mostram que há isenções para determinadas remunerações em espécie até determinado limite, devendo apenas ser declarado o excedente na declaração de IRS.



Depois de identificados os rendimentos totais a declarar, passa-se à segunda fase: calcular o rendimento colectável, o que se consegue retirando aos rendimentos totais as deduções específicas, cujo valor varia com o montante dos rendimentos recebidos e estão ainda indexadas à remuneração mínima mensal (€475, em 2010).



No caso da categoria A (trabalho por conta de outrem), para quem obteve rendimentos anuais até €37.309.09 deduz-se, até à sua concorrência, 72% de doze vezes o salário mínimo nacional mais elevado: o que dá uma da dedução específica de €4.104, em 2010. Este limite-se eleva-se para €4.275, caso tenha despesas de formação profissional e/ou quotizações de ordens e associações profissionais de inscrição obrigatória. O contribuinte pode também deduzir até ao seu limite indemnizações que pagou por rescisão unilateral de contrato de trabalho, quotas pagas a sindicatos (até 1% do rendimento bruto, acrescidas em 50%) e prémios de seguro nas profissões de desgaste rápido (mineiros, desportistas e pescadores). Para rendimentos superiores a €37.309.09, a dedução específica é igual ao valor das contribuições obrigatórias anuais a Segurança Social (11% sobre o rendimento bruto mensal). Depois de calculado o rendimento colectável, tal como nas restantes categorias, chega-se à colecta total aplicando o quociente conjugal e a taxa de imposto. Obtém-se desta forma a colecta total e após a aplicação das deduções à colecta obtém-se o imposto liquidado. A este montante terá ainda de se subtrair as retenções e pagamentos por conta efectuados ao longo do ano, para se chegar ao valor do imposto a pagar ou a receber.



Salários em atraso
No caso de receber ordenados em falta, referentes a anos anteriores a 2010, o contribuinte deverá indicar a totalidade dos montantes recebidos (incluindo ordenados em falta) num campo específico do Anexo A (ver última página), discriminando os valores referentes apenas aos pagamentos de salários em atraso. Esta divisão de rendimentos é feita porque, se a totalidade dos salários em atraso recebidos fosse declarada como rendimento de 2010, a taxa de imposto poderia aumentar, o que agravaria bastante o IRS a pagar. Daí o fisco ter criado um mecanismo ara atenuar esta situação.




Os casos de subsídios e ajudas de custo



Subsídio de refeição (por dia de trabalho)
Quantia paga aos trabalhadores para ajudar nos encargos com a alimentação nos dias de trabalho.



€6,41 Pago em dinheiro. Se a empresa pagar em dinheiro e o montante diário for igual ou inferior a € 6,41, o subsídio está isento de IRS. Se o ultrapassar, a parte excedente tem de ser declarada como rendimento da categoria A.



€7,26 Pago em senhas de refeição. Caso a empresa pague em vales de refeição (ou equivalente), o limite de isenção sobe para €7,26.
Ajudas de custo (por dia).
Destinam-se a compensar o trabalhador por despesas em deslocações ao serviço da empresa, como alimentação e alojamento.



€62,75 Nas deslocações no País, se ultrapassar, a parte excedente a este limite de isenção deve ser declarada como rendimento da categoria A.



€178,91 Nas deslocações no estrangeiro se ultrapassarem este limite, a parte excedente deve ser incluída na declaração de IRS.

Subsídios de viagem e marcha (por quilómetro). A maioria das empresas costuma pagar o passe social e o subsídio por transporte em automóvel próprio. Como o valor do passe não excede, em regra, os limites fixados por lei, este subsídio não paga imposto.



€0,40. Em automóvel próprio



€0,12. Em veículos de carreiras de serviço público (ex: comboio)



€0,38 Em automóveis de aluguer (ex: táxi), isenção prevista para um funcionário.



O que deve, ou não, somar ao rendimento anual



Abonos por falhas
São pagos, por norma, a trabalhadores que lidam com dinheiro (empregados de balcão, bancários ou operadores de caixa registadora em hipermercados). Estão isentos de IRS, os abonos por falhas que não excedem 5% da remuneração mensal fixa.




Utilização de veículos
É considerada remuneração em espécie o carro que pertence à empresa, mas é cedido ao trabalhador para uma utilização ilimitada (também pode usá-lo na vida privada), com todas as despesas, como combustível ou revisões a encargo da actividade da empresa.




Empréstimos de empresas
Os empréstimos concedidos por uma empresa aos seus trabalhadores, sem juros ou com taxa de juro reduzida, estão sujeitos a IRS como rendimento da categoria A.




Viagens e estadias
Viagens e estadias de turismo não relacionadas com as funções exercidas pelo trabalhador ao serviço dessa empresa, mas que são pagas pela entidade patronal, são considerados rendimentos da categoria A. O contribuinte terá de incluir na declaração. A entidade patronal, tal como para as outras situações referidas nesta caixa, deve incluir os montantes sujeitos a imposto na declaração de remunerações auferidas.




Formação profissional
As despesas com o pagamento de cursos são aceites como um custo da actividade da empresa e não têm de ser declaradas.




Valores mobiliários
Quando celebrados pela entidade patronal, têm de ser declarados, somando ao rendimento anual, os os ganhos resultantes de acordos sobre acções, obrigações ou outros valores. As entidades estabelecidas em Portugal têm de ter um registo actualizado dos beneficiários: número de contribuinte, código do serviço de finanças, data de exercício e subscrição, venda, valores e preços, entre outros.



Fonte: Económico
Autor: Lígia Simões
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01/03/2011

PPR: este é um bom ano para investir?

Posted by Unknown on 23:57 0 comentários

Deco diz que fundos mistos e certificados do Tesouro são uma melhor opção.
 PPR 2011


Subscreveu um plano de poupança-reforma (PPR)? Então não deve fazer novas entregas este ano. O conselho é da Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores (Deco) que garante que «os subscritores dificilmente conseguirão usufruir do benefício fiscal».

Segundo a revista Proteste Poupança, os fundos mistos e os certificados do Tesouro são, neste momento, uma melhor opção.

«Com comissões elevadas e grandes restrições à mobilização antes da reforma, a principal vantagem dos PPR, até este ano, era a dedução fiscal de 300 euros a 400 euros no IRS, em função da idade dos subscritores. Mas com os cortes orçamentais impostos pelo Governo, também esta vantagem desapareceu para a esmagadora maioria dos investidores.


Ou seja, só quem tem «um rendimento mensal próximo do salário mínimo nacional e não contratou seguros de vida, não fez donativos, nem investiu em energias renováveis» conseguirá beneficiar da dedução intacta.

Apesar do revés deve continuar a poupar


Portanto, quem não reúne estas condições, não deverá fazer entregas para o PPR, «mas deverá manter a aplicação» e continuar a poupar para a reforma.

«O resgate antecipado é penalizado com uma comissão de 10% por cada ano decorrido e perda do benefício fiscal à saída. Ou seja, em vez de uma taxa de imposto de 8,6%, paga 21,5%. Se está insatisfeito com o seu PPR, pode mudar para um mais rentável e com menos comissões, explica ainda o boletim financeiro, que aconselha os portugueses a optarem «por aplicações com maior liquidez e menos custos».

A Deco diz ainda que caso tenha menos de 50 anos e possa investir por um mínimo de 5 anos, deverá escolher «uma carteira de fundos de acções e obrigações ou um fundo misto». Em 2010, os mistos defensivos renderam em média 3,3% líquidos, os neutros 7% e os agressivos 8,3%.

«Se tem 50 anos ou mais ou não quer arriscar, os certificados do Tesouro são a melhor opção: garantem o capital e não têm custos. Ao subscrever em Março, ganha entre 5,3% líquidos ao ano (investimento por 5 anos) e 5,6% (10 anos)», remata.
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28/02/2011

30 Ideias para fazer crescer o seu dinheiro

Posted by Unknown on 18:08 0 comentários

Há muito tempo que as famílias portuguesas não enfrentavam um cenário económico tão difícil. Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística, no último trimestre de 2010 a taxa de desemprego em Portugal atingiu um novo máximo histórico ao situar-se nos 11,1%. Já 2011 arrancou com o forte peso de um pacote de medidas de austeridade para enfrentar a crise onde está incluída não só a subida dos impostos como a perda de benefícios fiscais. A desafiar a capacidade de resistência dos orçamentos das famílias portuguesas, está ainda a subida das taxas de juro e dos preços dos combustíveis. Perante uma conjuntura económica tão difícil, muitos portugueses terão que recorrer a uma exigente engenharia financeira para fazer resistir os seus orçamentos familiares. Mesmo quem não viva com orçamentos muito apertados, não conseguirá escapar a cortes nos seus rendimentos. Contudo, existem sempre formas de "esticar" o dinheiro ou mesmo fazê-lo crescer. O Diário Económico apresenta-lhe 30 ideias para o conseguir concretizar.

Poupança no dia-a-dia

1 - Em casa adopte um consumo consciente: poupe em gastos domésticos como a água ou a electricidade e aposte em equipamentos energeticamente eficientes. No caso da electricidade avalie se a potência contratada é a que mais se adapta ao seu consumo ou se não lhe compensa optar pela tarifa bi-horária. Para comprová-lo experimente o simulador da EDP. Na alimentação evite também gastos exagerados. Opte por tomar o pequeno-almoço em casa e guarde a ida a restaurantes para os momentos mais especiais. Corte ou reduza também pequenos gastos como o tabaco ou o café. Por exemplo, uma pessoa que diariamente fume uma carteira de cigarros e tome quatro cafés, gasta em média 192 euros ao fim do mês. Se reduzir para metade qualquer desses hábitos, vai poupar mensalmente 96 euros, com a vantagem acrescida de que também estará a contribuir para uma saúde melhor.

2 - No supermercado sempre que possível prefira marca branca: Estes produtos tendem a ser mais baratos do que os de marcas de referência. Numa ida às compras a um hipermercado, o Diário Económico comprovou o potencial de poupança. O resultado foi que ao colocar no carrinho de compras oito produtos alimentares de marcas de referência, a factura ficou em 11,2 euros. Comprar o mesmo cabaz mas composto exclusivamente de produtos de marca própria da cadeia, custaria 7,44 euros. Ou seja, menos 3,76 euros, a que equivale uma poupança de 33%. Outra medida que pode tomar quando for às compras é, sempre que possível, pagar com dinheiro vivo. Assim, mais facilmente tem noção de quanto está a gastar.

3 - Reduza o encargo com combustíveis: Para melhor enfrentar a subida dos preços dos combustíveis, deixe o carro em casa e prefira os transportes públicos. Se não pode dispensar o uso do automóvel existem algumas formas de baixar a factura com os combustíveis. Recorra, por exemplo, aos descontos que as gasolineiras têm. A BP dá descontos de seis cêntimos por litro a quem fizer compras nos supermercados Lidl no valor superior a 20 euros. Já a Galp tem parcerias com o Modelo e Continente e a Zon. Também a Repsol tem diversas parcerias. Quem tiver o cartão Montepio Repsol tem direito a um desconto de 6 cêntimos de euros por litro nesta marca. E um desconto de seis cêntimos por litro pode fazê-lo poupar alguns euros. Por exemplo, ao atestar um depósito de 50 litros de gasolina 95, poupará 3,5 euros na factura se recorrer a este desconto.

4 - Analise com atenção as condições oferecidas pelos bancos: Quando decidir avançar para a compra de casa através do recurso ao crédito faça simulações no número máximo de bancos e compare, para conseguir o financiamento com as melhores condições possíveis. Mais especificamente, olhe para o ‘spread' oferecido que pode variar bastante consoante a instituição. Por exemplo, numa análise aos preçários do início de Fevereiro dos dez maiores bancos nacionais, a média dos ‘spreads' para cada uma das instituições vai dos 2,05% aos 3,225% . Mas não olhe apenas para o ‘spread', esteja também atento a encargos como as comissões e os seguros. Pondere também a possibilidade de subscrever produtos do banco para conseguir melhores condições em termos de ‘spread'.

5 - Dê uma entrada para a casa elevada: Quanto mais alto for o montante da entrada inicial que der para a casa menor será a prestação e os encargos totais com o crédito. Mas, acima de tudo, também ser-lhe-á mais fácil conseguir o empréstimo já que os bancos estão a exigir rácios de financiamento/garantia muito mais baixos do que antes da crise. Em muitas instituições o rácio máximo exigido é de 50%/60% do valor do imóvel. Ou seja, se o imóvel que pretender adquirir estiver avaliado em 100 mil euros, os bancos estão dispostos a emprestar-lhe apenas 50 mil ou 60 mil euros.

6 - Escolha uma casa à sua medida: Ou seja, não caia na tentação de comprar uma casa demasiado grande para as suas necessidades actuais nem se endivide mais do que pode. Tenha ainda em atenção antes de avançar para um financiamento que os encargos com todos os créditos não devem ultrapassar 33% do seu orçamento mensal. Assim, previne situações de incumprimento.

7 - Faça um ‘upgrade' do seu imóvel antes de o colocar à venda: As melhorias podem ir desde uma simples pintura das paredes a intervenções de decoração. Existem, aliás, empresas especializadas neste tipo de melhorias: o ‘home-staging'. Segundo estudos norte-americanos, casas que sofreram este tipo de intervenção vendem-se em média duas vezes mais rápido e pode haver ainda um impacto positivo também em termos de preço final. Em alguns casos, um imóvel pode valorizar em média entre 6% e 15% face ao valor inicial.

8 - Evite por a casa à venda em muitas imobiliárias: Se o fizer isso pode indiciar algum desespero em vender. Além disso, por vezes surgem alguns problemas como a mesma casa estar à venda em várias agências por preços diferentes. Não seja também muito ambicioso no preço porque tal pode inviabilizar o negócio, especialmente tendo em conta um contexto de grande oferta de imóveis no mercado como o actual.

9 - Olhe para as taxas e custos: Antes de aderir a um financiamento, analise bem as taxas de juros oferecidas pelas diferentes instituições. O mais indicado é comparar a TAEG (Taxa Anual Efectiva Global). Nessa taxa, para além da taxa de juro e do ‘spread', estão incluídos os encargos com comissões bancárias e seguros associados ao empréstimo.

10 - Analise os preçários: Uma forma de se inteirar e comparar, não só das taxas de juro exigidas ou oferecidas como também das comissões praticadas pelos bancos, é através da consulta dos seus preçários. Desde o ano passado, as instituições financeiras são obrigadas a disponibilizar as condições de oferta da sua gama de produtos e serviços de forma uniformizada. Basta ir aos sites dos bancos para analisar essa informação e comparar.

11 - Fuja do crédito: Evite o recurso ao crédito pessoal bem como a utilização do período de pagamento faseado permitido pelo cartão de crédito, já que em qualquer dos casos as taxas de juro tendem a ser muito altas. Por exemplo, no caso do cartão de crédito, existem vários situações em que os bancos cobram taxas de juro superiores a 30%.

12 - Poupe nas comissões: Em alguns casos , ao efectuar as operações bancárias pela internet ou multibanco consegue uma poupança considerável, uma vez que as operações que até apresentam um custo ao balcão saem a custo zero se forem concretizadas através dessas plataformas.

13 - Procure os serviços gratuitos: Há, por exemplo, bancos que isentam o pagamento da comissão de manutenção de conta se o cliente domiciliar o ordenado numa conta da instituição.

14 - Faça um controlo mensal dos seus gastos: elabore uma lista com todas as suas despesas e receitas. Existem diversas ferramentas que o podem auxiliar nessa tarefa, desde uma simples folha de Excel, a programas de computador específicos. Através do próprio telemóvel também já é possível controlar as suas finanças pessoais à distância. A aplicação eBudget lançada pelo banco Best recentemente permite-lhe fazer isso mesmo desde que tenha um iPhone, iPod Touch ou iPad. É possível guardar, organizar por categorias e gerir as despesas diárias bem como controlar os gastos através de análise gráfica, e o seu ‘download' na App Store do iTunes é gratuito.

15 - Crie um fundo de maneio para fazer face a imprevistos: Os especialistas recomendam que este fundo seja o equivalente a pelo menos cinco ou seis ordenados.

16 - Amortize parte do crédito à habitação: Se tem algumas poupanças disponíveis os especialistas aconselham a canalizar parte desse valor para amortizar o financiamento. Suponhamos o exemplo de um agregado com um empréstimo de 100 mil euros a pagar em 30 anos, com o crédito indexado à Euribor a seis meses. Essa família pagaria hoje 382,45 euros de prestação. Mas se optasse por amortizar 3.000 euros do crédito, o valor da prestação cairia para 370,98 euros.

17 - Poupar com regularidade: Sempre que receber o ordenado reencaminhe imediatamente um montante fixo para uma conta poupança. Aquilo que os especialistas recomendam é colocar mensalmente de parte pelo menos 10% do que se ganha.

18 - Depósitos a prazo: É uma das alternativas de poupança mais populares entre os portugueses. Para além do seu perfil conservador, este tipo de aplicações também se tornou mais rentável nos últimos tempos. A maior necessidade de captar recursos junto dos clientes está a levar os bancos a aumentar a remuneração dos depósitos a prazo. Hoje já é relativamente fácil encontrar aplicações que pagam taxas juro brutas acima de 4%.

19 - Certificados do Tesouro: Para quem possa abdicar de uma determinada soma (mínimo 1.000 euros) por um período alargado pode encontrar neste produto de poupança do Estado uma alternativa rentável para aplicar as suas poupanças. Quem subscrever Certificados do Tesouro em Março e mantiver a aplicação durante 10 anos terá direito a uma remuneração bruta anual de 7,1%. Mesmo quem só pretenda investir por um prazo de cinco anos terá uma taxa muito atractiva. O Estado promete um retorno bruto anual de 6,8%.

20 - Fundos de investimento: Outra forma de rentabilizar o seu dinheiro será através da aplicação em fundos de investimento. Há no mercado nacional vários fundos portugueses que têm tido nos últimos 12 meses rendibilidades atractivas. É o caso do BPI América que a 12 meses valorizou 24,9%. É o melhor fundo nacional segundo a APFIPP. A rendibilidade anualizada dos últimos 12 meses também é atractiva: 25,8%. Além dos fundos nacionais existem também fundos de casas gestoras internacionais que têm performances elevadas. E, neste campo, o melhor fundo a 12 meses é o Amundi Funds Thailand - AU (C) que valorizou 59% neste período. Importa, no entanto, ressalvar que se tratam de fundos de acções, com um nível de risco elevado.

21 - Alargar o prazo de pagamento do empréstimo: Face ao actual contexto, para muitas famílias esta é a forma mais fácil e indicada para reduzir os encargos mensais com o crédito da casa. Mas atenção, esta solução também tem desvantagens, pois no longo prazo os encargos com o pagamento de juros disparam. Assumindo o exemplo de uma família com um empréstimo a pagar em 20 anos, tendo como referência a Euribor a seis meses relativa a Janeiro e um ‘spread' de 1%, a prestação mensal actual deste agregado é de 518 euros. Ao prolongar o pagamento do empréstimo por mais 20 anos, a prestação mensal vai descer para os 316,36 euros. No entanto, os encargos com juros ao longo da vida do empréstimo disparam, dos 24.320 para os 51.852 euros.

22 - Pedir um período de carência: Outra das soluções para suportar as subidas das prestações da casa, passa por pedir um período de carência de capital. Nesse período pagará apenas juros relativos ao capital em dívida. Uma família com um crédito no valor de 100 mil euros a pagar em 20 anos, com uma TAN de 2,254% e que tenha hoje uma prestação de 518 euros, se optar por pedir a carência de capital durante cinco anos, a prestação baixará para os 187,83 euros. Mas findo esse prazo, a prestação vai agravar-se para os 655,27 euros. Além disso, ao optar por pedir a carência de capital, os custos com os juros globais disparam. Para o caso simulado, os encargos totais do empréstimo (sem carência de capital) situavam-se nos 24.320 euros. Já com carência de capital, os custos com o pagamento de juros subiria para 29.219 euros. Ou seja, mais 20%.

23 - Consolidar créditos: Se tiver vários créditos e estiver numa situação de sobreendividamento, a consolidação dos vários empréstimos num único pode ajudar a baixar os encargos mensais. Em alguns casos, com esta solução, consegue-se a redução dos encargos mensais entre 30% até 60%. Uma simulação recente efectuada pela Maxfinance para o Diário Económico permite visualizar esse impacto. Tendo em conta uma família com três créditos (habitação, pessoal e cartão de crédito) e um encargo total mensal de 964 euros, com a consolidação e o estabelecimento de um plano financeiro é possível reduzir os encargos mensais para os 463 euros. No entanto, alguns especialistas aconselham os consumidores a recorrerem ao crédito consolidado em último caso.

24 - Procure ajuda: Se nenhuma das soluções anteriores se adequar à sua situação, ou se estiver numa situação muito complicada sempre pode pedir ajuda a familiares e amigos. Os empréstimos entre particulares são, aliás, uma solução regulamentada e que o pode ajudar a ultrapassar uma fase conturbada. Outra alterna passa por contactar o banco ou em último caso o Gabinete de Apoio ao Sobreendividado da Deco para pedir aconselhamento e apoio na renegociação dos créditos.

25 - Entregue a tempo a declaração de impostos: É que a multa por ultrapassar a data limite pode custar-lhe até 2.500 euros. O início de Março marca o arranque para o prazo de entrega da declaração.

26 - Aproveite a última oportunidade para incluir no IRS algumas aplicações: Este é o último ano em que poderá deduzir 25% dos prémios entregues nos seguros de vida, até um limite de 65 euros (se for solteiro) ou 130 euros (no caso de um casal). A partir do próximo ano estas deduções serão eliminadas. Já no caso dos PPR, os contribuintes podem ainda deduzir 20% das entregas feitas até a um limite que varia entre os 300 e os 400 euros , consoante a idade do investidor. A partir deste ano, devido à imposição de limites nos benefícios fiscais, os portugueses poderão deduzir apenas 100 euros, no máximo.

27 - Antecipe reembolso pela internet: Entregue a declaração de IRS pela internet e receba o reembolso mais cedo do que os contribuintes que fizerem a entrega em papel. Entretanto, poderá utilizar este valor para fazer uma aplicação financeira.

28 - Seguro automóvel: Avalie se não está a pagar de mais pelo seguro do carro. Porque não tentar renegociá-lo ou mesmo mudar de seguradora para poupar alguns euros.. As seguradoras ‘online', por exemplo, oferecem normalmente seguros mais baratos, já que a sua estrutura de custos também é mais baixa.

29 - O melhor prazo para o financiamento: Se vai comprar carro a crédito atente aos prazos de financiamento. Prazos dilatados diminuem a prestação mensal mas encarecem o empréstimo. O ideal será dar uma entrada elevada e contratar prazos curtos. Evite os períodos de carência e o diferimento de capital: reduzem a prestação mensal mas tornam o empréstimo também mais caro.

30 - Lazer "em conta": Em tempos de crise, os orçamentos são apertados e os gastos são controlados. Uma das primeiras áreas em que as famílias cortam despesas é nas actividades de lazer. Mas isso não significa que tem de estar fechado em casa. Sempre que possível privilegie as actividades ao ar livre e pesquise na internet os programas culturais gratuitos. No Facebook, por exemplo, existem páginas que divulgam este tipo de eventos. Uma delas é a página da "Agenda cultural dos tesos".

Fonte: Económico
Autor: Catarina Melo
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